O Ato de Escrever

 O Ato de Escrever

Escrever é mais do que juntar letras e pontuações, mais do que personificar algo — até mesmo a vida. É descrever pessoas ou intenções: seus atos, deslizes, imperfeições, achismos e compreensões...

Escrever transcende o cuidado de escolher as melhores palavras e formas de expressão; é tocar a alma por meio dos olhares mais atentos — por vezes, sedentos. É ir aonde as páginas permitem e os contos conduzem.

Escrever é mais do que pensar — pois esse pensamento já não se oculta: o sujeito se revela, seus porquês são desvendados, sua alma se expõe. De surpresa em surpresa, prende-se à vida, ao verdadeiro ato de entrelaçar palavras e, talvez, criar um soneto.

Escrever é também chorar entre as linhas do caderno, sem que as manchas revelem sua alegria ou pseudo-tristeza. É brincar novamente com as lembranças da infância, quando havia inocência, é sorrir mesmo quando os borrões insistem em desmascarar quem realmente se é. Isso é expor-se.

Escrever vai além do orgulho ou da prepotência de um algoz humano; é, sem dúvida, relacionar-se com letras e palavras, tecer aquilo que se deseja: informar, entreter, alegrar… e viver. Escrever é simplesmente assim: Esquecer-se de coisas e ser apenas você.

NRC®

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