Como concluir que isso ou aquilo é bom?

 Como concluir que isso ou aquilo é bom?

Compreender a linguagem pronunciada pela sociedade exige discernimento: separar intenções de experimentos, verdades da Verdade, e distinguir as mentiras que falseiam aquilo que aparenta ser verdadeiro. O pior é que os enganos, muitas vezes, têm mais voz e circulação do que a própria necessidade de reflexão.

Por onde se anda, o que se vê nem sempre corresponde ao que realmente representa. Assim começam a surgir diversos modos de inferência, e cada pessoa passa a seguir algum rumo. Por conta disso, os lados e as idealizações mais elitizadas acabam sobressaindo às outras que apenas tentam sobreviver. Talvez seja por isso que o passado não é lembrado. Aliás, o pretérito ao qual me refiro diz respeito àquilo que fez história — aquilo que verdadeiramente contribuiu para a vida das pessoas.

Os olhos podem se enganar diante de tantos olhares e, na maioria das vezes, acabam se perdendo, deixando de refletir a verdadeira luz. No entanto, ainda existe um olhar de piedade que habita em alguns seres humanos; são esses que fazem a diferença em meio a inúmeras indiferenças. Eles não buscam os holofotes, apenas desejam ser úteis a alguém.

Concluir a benfeitoria de algo tem se tornado, ao mesmo tempo, cada vez mais distante e muito próximo de nós. Ainda assim, muitas vezes está desacreditado ou não recebe o valor que deveria. Dessa forma, os olhos guiados com desprendimento das nuances ideológicas são aqueles que, de fato, podem conduzir a uma conclusão mais justa sobre uma visão ou sobre o próprio conhecimento do mundo.

NRC®

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