A “Cegueira” da Justiça
A “Cegueira” da Justiça
A Justiça pode ser “cega”, ou seja, não vê cor, etnia, condição social, grau de instrução ou sexo.
No entanto, aqueles que julgam — capacitados e investidos nessa função — não podem agir conforme suas próprias vontades, mas devem direcionar seus esforços e decisões com base nas provas existentes, nos testemunhos e nos demais elementos que cada caso exige.
O que não pode acontecer é usar a “cegueira” da Justiça como pretexto para praticar injustiças — e, ainda assim, culpá-la por isso. Uma coisa é o que está escrito; outra, bem diferente, são as interpretações, analogias e aferições feitas, muitas vezes guiadas por interesses pessoais ou pela omissão deliberada de agir.
A Justiça vai além de simplesmente ser justa ou agir com justiça, pois a corruptibilidade humana, além de atingir diretamente os indivíduos, também se manifesta em atitudes e decisões tomadas ao longo do tempo.
Quando se abandona, na prática, a busca pela verdade e o compromisso de fazer justiça, é como se mais uma venda fosse colocada sobre os próprios olhos. E, diante disso, torna-se cada vez mais evidente o descrédito naqueles que têm o dever — e a responsabilidade — de garantir a aplicação da lei em meio a tantas injustiças.
NRC®
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