Sensação de algo inútil!
Sensação de algo inútil!
“Nem tudo que reluz é ouro”, já dizia certo provérbio.
Nem tudo aquilo que se vê carrega, em si, a intensidade de uma intenção — seja ela verdadeira ou falsa.
Nem sempre, em uma conversa, é possível perceber se as feições e os modos de expressão retratam a pureza daquilo que se espera do outro.
Quase sempre haverá desconfiança, pois as garantias creditadas outrora hoje já não se veem. Aliás, a desonestidade tem sido, por vezes, enaltecida.
“Para sempre” é uma expressão que remete ao imutável; no entanto, pouco importa se aquilo que se pretende acontecerá ou não — tão logo é esquecido, como se uma espécie de amnésia se instalasse no cognitivo das pessoas.
Sempre haverá quem teste, quem provoque, ou quem tente nivelar o outro por baixo, projetando aquilo que é em si mesmo.
Inútil é deixar de estar atento aos movimentos que surgem com aparência de benfeitoria, mas que carregam, em seu interior, rupturas do que é verdadeiro, amigável e correto.
Assim, tal status deixa de ser desprezível para se tornar algo sensacional — e perigosamente sedutor.
NRC®
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