Quando o essencial não se perde!

Quando o essencial não se perde!

Uma questão de como realmente se vê e se sente. Um olhar mais puro, no qual as imperfeições que supostamente existiam não eram capazes de alterar a boa intenção. Não se preocupava, nem se permitia sujar-se por tão pouco. Os olhos eram afetuosos; se houvesse alguma ruptura, passava despercebida, pois o bem ali presente superava qualquer tolice.

Aquilo que era seu não defendia como posse. Estender as mãos mostrava-se mais prazeroso do que desperdiçar tempo com coisas fúteis ou desnecessárias. Sentia e, ao mesmo tempo, via em si o retrato de um bom cristão — um reflexo daquilo que sempre desejou ser.

O tempo mudou tudo aquilo, ou foi o próprio ser humano que, sem perceber, trocou a simplicidade pelo “som” do momento? Mudar torna-se necessário, desde que, com isso, não se venda aos prazeres mundanos. A mesma pessoa que viveu lá atrás é a mesma que tenta sobreviver nos dias atuais.

NRC®

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