O silêncio dos porquês!

 O silêncio dos porquês!

Por que de tantos porquês… e ainda se pergunta por quê?

Por que disso ou daquilo, se as notícias das primeiras páginas dos jornais já não assustam mais?

Muda-se apenas o envolvido da vez; por vezes, nem isso — é o mesmo de sempre.

Já não há necessidade de disfarces diante de tantas ranhuras de fraudes.

Acostumam-se às mesmices do que foi feito — ou melhor — do que continua sendo feito.

Parece algo que se protrai no tempo: só não vê quem não quer, ou quem escolhe enxergar apenas os desafetos de ocasião.

Os porquês já não são perguntas;

São respostas.

NRC®

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