Entre o Olhar e o Sentir

 Entre o Olhar e o Sentir

Se vi, não enxerguei;
se olhei, não reparei;
se esteve diante de mim, não percebi;
se longe de mim estava, eu afastei.

Um dia difere de outro,
assim como uma noite difere da seguinte.
Num determinado tempo, entendemos;
noutro, deixamos ou perdemos o foco.

Torna-se tão fácil apontar em alguém as nossas culpas —
são tantas que cruzam o nosso caminho.
Mas há algo que nos impede de fazê-lo,
ao menos num primeiro momento: a nossa consciência.

Livrar-se da cegueira quando se tem visão nítida;
libertar-se da escuridão que acomete nossos pensamentos;
seguir, mesmo quando a força parece insuficiente;
resgatar os bons olhos do coração
e viver em paz consigo mesmo.

Há situações que sentimos, mas não vemos;
olhamos, e sequer percebemos a sua importância.
Próximas de nós e, ao mesmo tempo, distantes —
tudo isso tem sido fruto de nossas escolhas.

Onde estou ou aonde vou?
Onde não estou e deveria estar?
Aonde ir, e por lá permanecer?
Aonde te buscarei — e encontrarei.

NRC®

 

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